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Operação-padrão afeta operações nas aduanas de MG




 














ALISSON J. SILVA
Frederico Pace Drumond:
Frederico Pace Drumond: "As cargas estão paradas, aguardando atracação"

A paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal já começou a afetar os portos-secos e e as aduanas no aeroportos de Minas Gerais. Ontem, segundo dia de movimento da categoria, uma fila de caminhões se formou em frente ao porto-seco Granbel, em Betim, onde os grevistas não estão dando entrada em boa parte das mercadorias que chegam ao Estado. O mesmo acontece com as que deveriam sair. "As cargas estão paradas, aguardando atracação", informou o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond. O mesmo acontece nos outros portos-secos de Minas, onde as mercadorias que chegaram no final de semana continuam aguardando inspeção.

Os auditores estão realizando operação-padrão nas aduanas e no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde estão sendo usados critérios mais rígidos de inspeção e com amostragem maior em relação aos períodos normais, disse o presidente da Delegacia Sindical de Belo Horizonte do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais a Receita Federal do Brasil (DS/BH-Sindifisco Nacional), Luiz Sérgio Fonseca Soares.

Entretanto, Confins já está recebendo menos cargas, já que elas estão ficando retidas nos portos, pois o movimento dos auditores é nacional. Mercadorias que hoje são liberadas em um dia nas alfândegas deverão levar pelo menos cinco durante o movimento. Caso a paralisação se prolongue, a tendência é de acumular o trabalho e retardar cada vez mais a liberação, seja de entrada ou de saída.

Mas a categoria optou por não envolver o terminal de passageiros. Ontem, o movimento de entrada dos viajantes foi normal em Confins, a greve limitou-se à entrega de um documento no qual os auditores explicam que estão em greve e os motivos da paralisação. Eles reivindicam reajuste de 30,17%, referente às perdas inflacionárias acumuladas desde 2008, quando a categoria teve seu último aumento.


Concurso público
- Eles querem também a realização de concurso público, pois consideram insuficiente o atual número de auditores para a demanda crescente de trabalho em função do movimento muito maior de entrada e saída de mercadorias, reflexo do próprio aquecimento da economia do país. E o quadro é agravado pelo número também crescente de passageiros nos aeroportos.

O governo federal anunciou a realização de um concurso para a contratação de 200 novos profissionais para atuarem em todo o Brasil, mas o número é considerado irrisório pelos atuais auditores. "Só nesta semana, três colegas de Confins se aposentaram, e em Minas 40% dos auditores estão em condições de pedir a aposentadoria.  uma situação insustentável, as pessoas estão adoecendo pelo excesso de trabalho", explica Luiz Sérgio Fonseca.

Hoje, haverá reunião de auditores na Delegacia da Receita Federal de Sete Lagoas, no período da manhã. À tarde o encontro será com a diretoria da Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho em Minas Gerais (Aafit), para discussão da campanha salarial conjunta das duas categorias.





Fonte: APARECIDA LIRA. DIÁRIO DO COMÉRCIO.
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