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Desembaraços crescem 15%





Portos-secos registram importações de US$ 3,701 bilhões.




Apesar da greve dos caminhoneiros e dos fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB) durante julho, os desembaraços nos portos-secos do Estado neste ano continuam superiores aos de 2011. Entre janeiro e julho, as importações por meio das aduanas estaduais somaram US$ 3,701 bilhões sobre US$ 3,218 bilhões no mesmo período do exercício anterior, alta de 15%.

Apesar do crescimento, o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond, explica que o movimento do porto-seco Granbel, controlado pela Usifast, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), é o melhor termômetro para medir o desempenho do comércio exterior do Estado por meio das aduanas.

O resultado do Granbel não foi positivo. Só em julho, os desembaraços caíram 5,6% em relação a junho e 16,2% frente ao mesmo mês de 2011. No acumulado doe ano, as importações somaram US$ 874,5 milhões contra US$ 1,171 bilhão no mesmo período de 2011, uma queda de 25,3%.

"O porto-seco de Betim tem sua movimentação pulverizada entre diversas empresas, ao contrário das outras aduanas, que refletem apenas as importações locais de suas regiões ou de uma ou outra empresa. Por isso, o terminal da Granbel reflete melhor o comércio exterior do Estado", afirma Drumond.

Ele esclarece que grandes empresas têm maior expertise para lidar com situações como greve de caminhoneiros ou de fiscais da Receita e, justamente, pelo movimento em Betim, que representou 23,6% do total do acumulado deste ano até julho, ser divido entre diversas empresas de menor porte, a aduana sentiu maior impacto destes movimentos e também das crises externas, nos Estados Unidos e na Europa.


Outras áreas - Conforme dados que foram divulgados pela Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil (RFB) em Minas Gerais, os desembaraços na aduana de Juiz de Fora (Zona da Mata), continuam aquecidos. O porto-seco desembaraçou US$ 219,9 milhões em mercadorias de janeiro a julho, 121,5% a mais que no mesmo período de 2011 (US$ 99,2 milhões). O movimento na zona aduaneira representou 5,9% do total do Estado.

Cerca de 90% dos desembaraços na aduana de Juiz de Fora estão relacionados ao movimento de importação de mercadorias e peças destinados a projetos da ArcelorMittal Brasil S/A, subsidiária do grupo ArcelorMittal, do grupo Gerdau, da Cimentos Tupi, e da Mercedes-Benz do Brasil, basicamente.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins (RMBH), movimentou a metade (50,3%) do total das importações feitas através das aduanas estaduais nos sete primeiros meses deste ano. No período, os desembaraços somaram US$ 1,862 bilhão, 45,4% mais que em igual intervalo de 2011 (US$ 1,280 bilhão).

A aduana de Varginha (Sul de Minas) desembaraçou US$ 389,5 milhões entre janeiro e julho. No confronto com os desembarques do mesmo período de 2011 (US$ 335 milhões), houve evolução de 16,2%. O porto-seco teve participação de 10,5% do total no Estado.

As importações por meio da aduana de Uberaba (Triângulo Mineiro) aumentaram 49,4% entre janeiro e julho em relação ao mesmo período de 2011. Neste confronto, foram US$ 308,5 milhões ante US$ 206,4 milhões, com participação de 8,3%.

O terminal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, continua com o pior desempenho. De janeiro a julho, o porto-seco desembaraçou US$ 46,2 milhões sobre US$ 125,8 milhões em idêntico intervalo de 2011, queda de 63,1%. A participação foi de apenas 1,2% do total de Minas.


Exportações - As exportações através das aduanas estaduais também cresceram. De janeiro a julho, os embarques somaram US$ 642,7 milhões, 22% a mais em relação aos dos mesmos meses de 2011 (US$ 526,7 milhões). O terminal de Confins, onde as vendas externas somaram US$ 210,7 milhões, respondeu por 32,7% do total.


Fonte: LEONARDO FRANCIA. DIÁRIO DO COMÉRCIO.
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