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Desembaraços nas aduanas crescem 17,2%




Ao contrário do comércio exterior do Estado, que vem caindo neste ano em relação a 2011, a movimentação nos portos-secos estaduais está maior. Os desembaraços nas aduanas de Minas Gerais somaram US$ 4,507 bilhões entre janeiro e agosto ante US$ 3,846 bilhões no mesmo período do exercício anterior, um crescimento de 17,2%.

No entanto, no porto-seco Granbel, controlado pela Usifast, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) - considerado o melhor indicador dos desembaraços nas aduanas do Estado, porque sua movimentação é pulverizada entre diversos usuários, ao contrário de outros terminais, que refletem apenas as importações locais ou pontuais de empresas - está caindo.

No acumulado até agosto, as importações por meio do porto-seco Granbel (US$ 1,026 bilhão) recuaram 22,4% em relação ao mesmo período de 2011 (US$ 1,323 bilhão). Os desembaraços na aduana representaram 22,7% do total do Estado para o período. Os dados foram divulgados ontem pela Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil (RFB) em Minas Gerais.

Os desembaraços na aduana de Juiz de Fora (Zona da Mata), por outro lado, continuam em crescimento e registram a maior alta entre as aduanas de Minas no acumulado do ano. O porto-seco desembaraçou US$ 254,3 milhões em mercadorias de janeiro a agosto, 109% a mais que no mesmo período de 2011 (US$ 121,7 milhões). O movimento na zona aduaneira representou 5,6% do total do Estado.

Conforme já informado pelo presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond, cerca de 90% dos desembaraços na aduana de Juiz de Fora estão vinculados ao movimento de importação de mercadorias e peças destinados a projetos da ArcelorMittal Brasil S/A (subsidiária do grupo ArcelorMittal), do grupo Gerdau, da Cimentos Tupi e da Mercedes-Benz do Brasil, basicamente.

Sobre a greve da RFB, desde anteontem o presidente do Sdamg afirma que a principal conseqüência são os atrasos para a remoção das cargas dos portos para os portos-secos mineiros, processo que demanda o trabalho do auditor fiscal aduaneiro e está demorando, em média, 10 dias em função da paralisação, prazo bem maior do que a média normal de dois dias.

No caso do desembaraço aduaneiro, explica Drumond, o importador não depende necessariamente do auditor fiscal. As parametrizações que definem os riscos de irregularidades das cargas ocorrem duas vezes por dia e o índice de canal verde (menor risco) em indústrias de médio e grande porte podem superar os 90%.

"Com isso, inúmeras empresas mineiras estão optando por liberar suas mercadorias nos portos do Rio de janeiro, ou no de Santos, Vitória e Uruguaiana, prejudicando o movimento nas aduanas mineiras e o próprio importador, que paga cerca de três vezes mais pela armazenagem nos portos", lamenta.



Fonte: LEONARDO FRANCIA. DIÁRIO DO COMÉRCIO.
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