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Dilma recua e deve privatizar Confins e Galeão



Paris - Diante do ritmo lento da economia e da necessidade de impulsionar os investimentos, a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem que a nova rodada de leilões de aeroportos vai destinar o controle acionário das unidades ao setor privado, tendo a estatal Infraero como sócia minoritária.

Segundo ela, o governo vai repetir o modelo usado no início do ano na privatização dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília, no qual a iniciativa privada ficou com 51% do capital e a Infraero, com 49%. "Vamos licitar grandes aeroportos na mesma modelagem que já foi feita e recapacitar a Infraero", afirmou a presidente em Paris.

O anúncio representa um recuo oficial na ideia que chegou a ser cogitada de manter a Infraero como sócia-majoritária nos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (Grande BH), tentando atrair um operador internacional com participação minoritária. A proposta foi abandonada porque os investidores internacionais avisaram o governo que não participariam dos leilões neste modelo.

O plano deve ser anunciado na próxima semana e ainda depende da aprovação da presidente. Segundo a reportagem apurou, o pacote vai conceder ao setor privado pelo menos Galeão e Confins, podendo ser incluída ainda um terceiro aeroporto.

Será lançado ainda um programa para os aeroportos regionais, que passariam dos atuais 146 para pelo menos 200, com investimentos no setor de R$ 5 bilhões. O programa vai permitir também que a iniciativa privada possa explorar comercialmente aeroportos particulares para voos executivos e aeronaves pequenas que integram a chamada aviação geral.

Em Paris, Dilma deixou claro que, na nova rodada de leilões, o governo vai exigir mais "capacitação" das empresas - referência ao fato de que, nas concessões do início ano, as regras permitiram que pequenos operadores ganhassem a disputa.

Agora, o governo discute duas ideias. Uma permitiria que apenas operadores com experiências em aeroportos com movimento entre 35 milhões e 40 milhões de passageiros por ano participem dos leilões de Galeão e Confins. Outra possibilidade é definir a exigência proporcionalmente ao tamanho do aeroporto. No caso de Galeão, no médio prazo, seriam 44 milhões de passageiros por ano. Já Confins tem previsão de 18 milhões passageiros.


Fonte: (AE) DIÁRIO DO COMÉRCIO.
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