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PIB tem pior resultado desde 2009.




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Alta de 0,9% do PIB é a menor entre os Brics

Rio - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,9% em 2012, pior resultado desde a crise global em 2009, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mau desempenho no ano passado foi puxado para baixo pela indústria, que recuou 0,8%, e pela agropecuária, que caiu 2,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCP), que mede os investimentos das enpresas, levou um grande tombo de 4%, com uma queda de 9,1% na absorção de máquinas e equipamentos pela economia nacional.

O setor de serviços foi o destaque positivo da economia em 2012 ao crescer 1,7%. Dentro do segmento, chamou a atenção o crescimento da atividade de serviços de informação ( 2,9%), da administração, saúde e educação pública ( 2,8%) e de outros serviços ( 1,8%). A atividade de serviços imobiliários e aluguel cresceu 1,3%, seguido de comércio ( 1,0%), transporte, armazenagem e correio ( 0,5%) e intermediação financeira e seguros ( 0,5%).

Com isso, a participação do setor de serviços no PIB chegou a 68,5% ante 67% em 2011. O resultado foi na contramão da indústria, que chegou a responder por 29,3% das contas nacionais em 2005 e, no ano passado, despencou para 26,3%.

A indústria de transformação, particularmente, perdeu importância na economia. Ela continua sendo o de maior peso no setor e respondeu por 13,3% do PIB de 2012, menos do que no ano anterior (14,6%). O quadro é ainda pior se comparado ao seu melhor momento, em 2004, quando contribuiu com 19% do conjunto da riqueza do país.

A renda per capita brasileira no ano passado foi de R$ 22.402, ficando praticamente estável em relação a 2011. No governo Dilma, o crescimento médio anual da renda per capita foi de 0,9%, muito abaixo da média de 2,5% dos últimos dez anos.

O governo, que já esperava o mau desempenho da economia em 2012, descarta novas medidas emergenciais e pacotes de estímulos para aquecer a demanda. A visão é de que o PIB está absorvendo aos poucos as novas condições de juros baixos e estímulos, como a desoneração da folha de pagamentos, e que o quarto trimestre de 2012 já apresentou sinais positivos.


PIB tem pior resultado desde 2009


Trimestre - De fato, há algumas boas notícias no quarto trimestre, mesmo que o crescimento de 0,6% (2,2% em termos anualizados) ante o trimestre anterior, na série livre de influências sazonais, tenha ficado abaixo da média das projeções, de 0,8%.

Os investimentos, comparados ao trimestre anterior na série dessazonalizada, cresceram 0,5% (1,9% anualizado) no quarto trimestre, depois de quatro quedas consecutivas no mesmo tipo de comparação. Já os serviços, que preocuparam no terceiro trimestre, com crescimento zero ante o segundo, reaceleraram no quarto para 1,1% ante o trimestre anterior (4,4% anualizados). Em relação ao mesmo período de 2011, o crescimento no quarto trimestre foi de 1,4%.

Diante do resultado de 2012, a presidente Dilma encerrou os dois primeiros anos de seu mandato com crescimento médio anual do PIB de apenas 1,8%, desempenho que só não foi pior que o início do governo do presidente Fernando Collor de Mello. Nos dois primeiros anos do primeiro e do segundo mandato de Lula essa média foi de, respectivamente, 3,4% e 5,6%, e nos de Fernando Henrique Cardoso, de 3,2% e 2,3%. Já no de Collor, ficou em 0,25%.

No front externo a comparação também é desfavorável ao Brasil, pois embora economistas ligados ao governo geralmente associem o baixo crescimento brasileiro à crise internacional, o crescimento de 0,9% do PIB do Brasil em 2012 foi o pior entre os países emergentes e do Brics - que inclui também Rússia, Índia, China e África do Sul - e ficou acima apenas do resultado na Europa. A China, por exemplo, avançou 7,8%, enquanto a economia mundial cresceu 3,2% no ano passado. No conjunto dos países da zona do euro, a economia encolheu 0,5%.



Fonte: (AE) DIÁRIO DO COMÉRCIO.
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