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Cresce a importação nos portos-secos de Minas.




 














ALISSON J. SILVA
Frederico Pace Drumond: a movimentação aduaneira já está perdendo força
Frederico Pace Drumond: a movimentação aduaneira já está perdendo força

Os desembaraços nos portos-secos do Estado, puxados por investimentos pontuais que acontecem em Minas Gerais, fecharam o primeiro bimestre em alta. A importação de mercadorias nas aduanas estaduais movimentou US$ 1,53 bilhão, 16,5% a mais do que nos mesmos meses de 2012 (US$ 904,7 milhões). Os dados foram divulgados ontem pela Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil (RFB) em Minas.

Apesar do aquecimento nas operações dos portos-secos do Estado, o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond, não acredita que esta é uma tendência para este ano. "A economia tem dados sinais de retração e já vimos uma redução na movimentação de algumas empresas", afirma.

Drumond explica que os investimentos de algumas empresas em Minas Gerais e a entrada de novos importadores, inclusive do setor de óleo e gás e de frutas, no mercado estão segurando a movimentação nas aduanas. "Novos importadores têm entrado no mercado, mas os que já operavam não têm aumentado suas operações", destaca.

No caso do porto-seco de Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde ocorreu o maior crescimento em termos de desembaraços, Drumond explica que o aquecimento está diretamente ligado às importações de carros da Mitsubishi. No primeiro bimestre foram desembaraçados US$ 122,8 milhões em mercadorias no porto-seco contra US$ 70,3 milhões no mesmo intervalo do ano passado, alta de 74,5%. Em relação ao total estadual, a participação foi de 11,6%.


Holcim - No porto-seco de Juiz de Fora (Zona da Mata) também foi registrado crescimento expressivo, com aumento de 52,6%, e desta vez ligado aos investimentos na expansão da fábrica de cimentos da Holcim Brasil S/A, em Barroso, no Campo das Vertentes. Em janeiro e fevereiro, foram desembaraçados US$ 93,3 milhões contra US$ 61,1 milhões nos mesmos meses um ano antes. O movimento na zona aduaneira representou 8,8% do total do Estado.

O movimento no porto-seco de Uberlândia (Triângulo Mineiro) voltou a crescer, com elevação de 29,8% nos desembaraços do primeiro bimestre (US$ 20,1 milhões) sobre o montante registrado nos mesmos meses de 2012 (US$ 15,5 milhões). Para o presidente do Sdamg, o crescimento, neste caso, é resultado do trabalho da Libra Terminais, que adquiriu os direitos de administração do terminal da Log-In Logística Intermodal, controlada pela Vale S/A. A zona aduaneira teve participação de 1,9% do total de Minas Gerais.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH), desembaraçou a maior parte (44,4%) do total das aduanas do Estado no primeiro bimestre. No período, as importações no terminal somaram US$ 467,8 milhões contra US$ 445,9 milhões em idêntico intervalo de 2012, evolução de 4,9%.

O porto-seco Granbel, controlado pela Usifast, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), teve participação de 24,3% no total dos desembaraços do primeiro bimestre. No intervalo, a aduana somou US$ 255,9 milhões em importações, 15% a mais que no mesmo intervalo de 2012 (US$ 222,3 milhões). "A movimentação dos portos-secos do Estado é muito volátil, com exceção da aduana de Betim, que tem uma gama muito grande de clientes", explica Drumond.

A aduana de Varginha (Sul de Minas) desembaraçou US$ 93,7 milhões em janeiro e fevereiro. Na comparação com os desembarques de iguais meses do ano anterior (US$ 89,4 milhões), houve uma alta de 4,9%. O porto-seco teve participação de 8,8% no total no Estado.

Ao contrário dos desembaraços, as exportações através das aduanas estaduais continuam caindo. No primeiro bimestre, elas somaram US$ 158,8 milhões ante US$ 250,3 milhões, queda de 36,5. O terminal de Confins, onde as vendas externas somaram US$ 63,4 milhões, respondeu por 40% do total. Em seguida, os embarques por meio da aduana de Betim somaram US$ 6,1 milhões e representaram 3,8%.




Fonte: LEONARDO FRANCIA. DIÁRIO DO COMÉRCIO.
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