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Minas deverá registrar superávit menor em 2013




 














SUAPE/DIVULGAÇÃO
Projeção é que o saldo mineiro fique entre US$ 19 bilhões e US$ 20 bilhões
Projeção é que o saldo mineiro fique entre US$ 19 bilhões e US$ 20 bilhões

Diante do cenário de incertezas que rondam a economia mundial, a balança comercial mineira deverá fechar este ano com um superávit menor do que o alcançado em 2012. A expectativa é que ela some algo entre US$ 19 bilhões e US$ 20 bilhões, o que equivale a uma retração de 6,5% a 11,2% frente aos US$ 21,4 bilhões resgistrados no exercício anterior. As projeções são da diretora do Centro de Pesquisas Aplicadas da Fundação João Pinheiro (FJP), Elisa Maria Pinto da Rocha.

A previsão está baseada nos resultados alcançados até o momento, referentes às exportações e importações. Para se ter uma ideia, segundo dados do Banco Central (BC), em agosto de 2013 o saldo comercial do Estado só superou o valor registrado em 2009, quando o mundo enfrentava um grave crise financeira. No oitavo mês deste ano, a balança do Estado fechou com superávit de US$ 1,76 bilhão, enquanto que em 2012 ele havia ficado em US$ 2,06 bilhões, o que corresponde a uma queda de 14,1%.














SUAPE / DIVULGAÇÃO
A previsão é que a balança comercial mineira movimente de US$ 19 bilhões a US$ 20 bilhões neste ano
A previsão é que a balança comercial mineira movimente de US$ 19 bilhões a US$ 20 bilhões neste ano

A pior notícia é que o superávit vem encolhendo ao longo dos anos. Na mesma base de comparação, a queda de 2013 ocorreu em uma base já comprimida, uma vez que em igual mês de 2012, frente ao mesmo período de 2011, a redução chegou a 24,8%, ao passar de US$ 2,74 bilhões para US$ 2,06 bilhões. "Pelo menos estamos mantendo um superávit, o que já é um alento para épocas de crise nos principais mercados mundiais", afirma a especialista.

De um lado, as exportações estão caindo e, de outro, as importações estão subindo. Ainda segundo os dados do BC, em agosto os embarques alcançaram US$ 2,835 bilhões. O volume é 8,95% inferior aos US$ 3,114 bilhões registrados no mesmo período de 2012. As importações tiveram uma leve alta, de 0,95%, ao sair de US$ 1,05 bilhão para US$ 1,06 bilhão.

No acumulado deste ano até agosto, as exportações do Estado já renderam US$ 21,917 bilhões, 1,9% a menos do que nos mesmos meses de 2012, quando os embarques somaram US$ 22,344 bilhões. Já as importações estaduais somaram US$ 8,198 bilhões entre janeiro e agosto, o que significa um aumento de 4,2% em relação a idêntico período do exercício passado (US$ 7,865 bilhões).

"O que acontece é que estamos passando por um cenário externo bastante desfavorável, sobretudo para as exportações mineiras", afirma. Segundo Elisa, Minas Gerais acaba sendo mais afetada do que o restante do país por uma série de fatores. Um deles é a maior dependência da venda de commodities agrícolas, que têm preços e demanda fortemente influenciados por fatores externos.

Um exemplo é o café, que apresenta preços cada vez mais baixos no mercado internacional, o que afeta fortemente os resultados da balança mineira. Além disso, a desaceleração da China tem levado o país asiático a demandar menor quantidade de minério de ferro, produto de peso na balança mineira.

Já a importação segue o caminho contrário porque o país continua demandante de uma série de produtos. A indústria de máquinas e equipamentos, por exemplo, um dos segmentos mais importadores do Estado, mantém em alta a compra de insumos e máquinas prontas de outros países, em decorrência da dependência tecnológica e do custo Brasil, que leva grupos nacionais a buscarem produtos em outros países para atender a demanda interna.


 




Fonte: TATIANA LAGÔA. DIÁRIO DO COMÉRCIO
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