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Logística ganha importância nas empresas



Antes encarada como um aspecto secundário para a execução de projetos greenfield ou expansões, nos últimos anos a logística ganhou importância e passou a ser considerada um dos principais fatores que levam ao sucesso de novos empreendimentos. Segundo especialistas e empresários, encarar o tema como sinônimo de inteligência de mercado resulta não só no cumprimento de prazos e orçamentos, mas também em novos modelos de negócios.

"A logística tomou uma dimensão estratégica para as organizações por conta da abertura dos mercados e do processo de globalização. Acredito na inteligência logística como uma forma de melhorar a competitividade das empresas", destaca o coordenador do curso de MBA em Logística da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBS Business School), Jamil Moysés.

 o que ele chama de "inteligência logística" que garantirá às empresas, conforme os próprios fundamentos do tema, o cumprimento de prazos e orçamentos, informações precisas sobre o trânsito dos equipamentos da origem ao destino e, por fim, a garantia de produtos de qualidade, funcionando onde devem. "No final, é isso que tem valor para a empresa", ressalta.

Para atender a estas necessidades empresariais, também apareceram novos modelos de negócios, especialmente quando se trata de grandes projetos, o que em Minas é muito comum no setor minero-siderúrgico. Um deles é denominado quarteirização logística ou 4PL (fourth party logistics, em inglês). "Esse modelo é cada vez mais usado quando se tem grandes volumes.  um modelo muito organizado e é uma tendência", afirma o professor.
Estado - Em Minas, a LID Consultoria Ltda, sediada em Belo Horizonte, está entre as pioneiras no mercado de quarteirização logística. O modelo consiste no planejamento e gerenciamento da logística para grandes players do mercado. O diretor-presidente da empresa, Luiz Carlos Paixão, explica que o trabalho sincroniza todos os elos da logística, sem deixar com que a empresa contratante perca o foco em sua atividade fim.

"Nesse modelo, a LID (abreviatura de Logística, Inspeção e Diligenciamento) é contratada e administra todas as outras empresas que trabalham ligadas à logística do projeto. Isso permite a harmonização do trabalho de todos os envolvidos. Além disso, como tudo é planejado, o índice de cumprimento de prazos e custos é praticamente total", explica o diretor-presidente da empresa.

Assim como o especialista da FGV/IBS, Paixão lembra que, anteriormente, a percepção dos valores que a logística demandava era bem diferente. "As empresas não davam importância. Era calculada uma percentagem sobre os custos do projeto para a área logística, mas como não havia planejamento ocorriam grandes discrepâncias. Isso refletia nos prazos e custos", conta o empresário.

O gerente-geral de Suprimentos da Manabi S/A, que tem um projeto para a produção de 31 milhões de toneladas anuais de minério de ferro no Estado, Matheus Drumond Costa, atesta a eficiência do modelo. "Em qualquer tipo de empresa, se você paralisa suas atividades para cuidar de contratações, escolher transportadoras, você perde o foco. O melhor deste modelo é que o foco de quem contrata continua no seu negócio e não na logística de um projeto", pontua.

O gerente da Manabi também ressalta a importância do planejamento logístico no que diz respeito ao cumprimento de prazos e orçamento. "Qualquer atraso em projetos, principalmente na área de mineração, impacta muito no custo e nos prazos. Quem não dá importância para a logística acaba pagando mais caro", alerta.

Com base no argumento de que "comprar é fácil, difícil é fazer chegar no prazo e da forma correta", Costa afirma que o trabalho prévio de identificação de rotas, levantamento de custos de fretes, identificação de pontos de críticos, instalação de bases de apoio e seleção de transportadoras é fundamental para o sucesso de projetos no setor.

No ano passado, a Manabi assinou um protocolo de intenções com o governo de Minas que prevê aportes de R$ 6,25 bilhões em projetos minerários nos próximos anos. Os recursos serão aplicados na implantação dos complexos em Morro do Pilar, no Médio Espinhaço, e em Santa Maria de Itabira, na região Central, e permitirão a produção de 31 milhões de toneladas por ano de pellet feed (minério concentrado).


Fonte: Leonardo Francia. DIÁRIO DO COMÉRCIO.
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