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Superávit atinge US$ 712 milhões em maio, o pior resultado em 12 anos



Brasília - A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 712 milhões em maio, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). No mesmo mês do ano passado, a balança registrou saldo positivo de US$ 763 milhões. O superávit apurado no mês passado é o mais baixo para o mês desde 2002, quando o resultado entre as importações e exportações foi superavitário em US$ 384 milhões.

O saldo em maio é resultado de exportações de US$ 20,7 bilhões e importações de 20,0 bilhões. Em maio, as exportações de produtos básicos foram US$ 11,387 bilhões; manufaturados US$ 6,676 bilhões; e semimanufaturados US$ US$ 2,194 bilhões. Se comparado ao ano passado, houve uma queda nas exportações de 11,1% de semimanufaturados; de 9,7% de manufaturados e de 1% de básicos.

Nos cinco primeiros meses de 2014, a balança tem um déficit de US$ 4,854 bilhões, resultado de exportações de US$ 90,064 bilhões e importações de US$ 94,918 bilhões.

O secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, explicou que a queda nas exportações este ano é influenciada por itens importantes na pauta brasileira, como automóveis e autopeças. "Temos uma queda sobretudo em alguns produtos importantes para a pauta, como automóveis e autopeças, a queda destes produtos tem a ver está diretamente relacionada com a menor demanda argentina que tem reduzido suas importações, suas compras de todos os países do mundo."
Petróleo - Para o petróleo, Godinho avalia que o impacto na balança será menor este ano do que foi em 2013, quando as transações comerciais do combustível resultaram em déficit de US$ 20 bilhões de déficit. "No acumulado do ano até o momento tivemos maiores exportações e menores importações e portanto uma conta petróleo mais reduzida. Esta continuará sendo a tendência até o final do ano", afirmou.

Godinho também destacou que o preço dos produtos básicos está mais baixo do que no ano passado, o que influencia o resultado das exportações. Ele citou, por exemplo, o preço minério de ferro, com queda média de 11% ante o ano passado.

De fato, as médias de preços das commodities deste ano é inferior à media dos mesmos produtos no ano passado, mas no agregado temos aumento de quantidade, compensando a queda de preços. "Ou seja mesmo cenário de queda de preços temos um resultado positivo para a balança, assim eu destaco a soja, que teve um crescimento de 22% nos valores exportados, em que pese uma queda de preço de aproximadamente de 4%", explicou.

Ao ser perguntado porque o preço da soja tem caído ele disse que "o preço se relaciona principalmente com a demanda, especialmente com a demanda chinesa, que ao tudo indica tem caído". A China continua sendo o principal parceiro comercial brasileiro, tanto do lado das importações quanto das exportações. A fatia da China do lado das exportações no ano passado foi de 19%. Neste momento, ela representa 75% das exportações brasileiras, mas no ano deverá ficar próximo ao de 2013.


Fonte: (AG) DIÁRIO DO COMÉRCIO
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