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Confins desembaraçou US$ 446,6 milhões



O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH), desembaraçou praticamente a metade, em valor, das mercadorias que entraram no Estado por meio dos portos-secos em janeiro. No entanto, houve queda em números de processos graças ao barateamento do preço do frete marítimo.

Em janeiro, o terminal de Confins desembaraçou US$ 446,6 milhões em mercadorias contra US$ 215,6 milhões em idêntico mês de 2012, aumento de 107%. O terminal respondeu por 49% do total das importações por meio dos portos-secos estaduais no período.

Porém, apesar do crescimento em termos de valores dos desembaraços no terminal de Confins, houve uma queda de 23,2% em termos de quantidade de processos. Para o presidente do Conselho de Logística e Portos da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Frederico Pace Drumond, isso se explica pelo fato de o preço do frete marítimo estar cada vez mais barato, apesar do transporte por este modal ser mais lento.

Ele explica, ainda, que o fato de o sistema de aproveitamento de contêiner para mais de um importador ser cada vez mais usado também barateou o processo de importação por via marítima. "O frete da China a Confins, por exemplo, varia de US$ 7 a US$ 8 por quilo. Por via marítima, o preço do metro cúbico do contêiner é cerca de sete a dez vezes mais barato", exemplifica.

Para o diretor-presidente da LID Consultoria, com sede em Belo Horizonte e especializada em planejamento e gerenciamento na área logística, Luiz Carlos Paixão, o barateamento do frete e a diminuição do número de processos de desembaraços no terminal de Confins também está ligado ao momento do mercado, mais arrefecido, segundo ele.
Planejamento - Além disso, Paixão explica que, para uma empresa importadora ou que está executando um projeto que demanda a importação de equipamentos e máquinas, o fato de o transporte marítimo ser mais lento pode ser compensado com "planejamento", com as mercadorias sendo entregues no prazo e dentro dos padrões de qualidade.

"Não se trata só de ser mais barato. Desde que a empresa tenha todo o transporte e trâmites que ele envolve planejados, desde a origem das peças e maquinário até o destino, o transporte marítimo é vantajoso. Isso já é uma tendência no resto do mundo e está ganhando espaço no Brasil", explica.

Ainda segundo Paixão, o modal aéreo continuará com espaço, uma vez que ainda é a melhor solução para o transporte de muitas mercadorias perecíveis, por exemplo. "Por isso, ainda vejo o porto-seco que funciona no aeroporto de Confins como um dos mais representativos para Minas", diz.


Fonte: Leonardo Francia - DC
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