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Pouso Alegre reivindica a instalação de um porto-seco



A Prefeitura de Pouso Alegre (Sul de Minas) vai pedir ao governo federal, com apoio do governo do Estado, a criação de um porto-seco no município. A aduana seria mais uma forma de agilizar os desembaraços e as exportações locais, que devem aumentar com a construção do aeroporto de cargas na cidade. O terminal, por sua vez, deve ter o edital de licitação internacional publicado entre dezembro deste ano e janeiro de 2015, com previsão que as obras comecem em março do próximo exercício.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rafael Prado dos Santos, revela que o Executivo de Pouso Alegre já está "acordado" com o governo federal. E acrescenta que já deu início às conversas extraoficiais com o governador eleito Fernando Pimentel (PT) - do mesmo partido do prefeito Aguinaldo Perugini - para implantar o empreendimento na cidade. "Assim que ele (Pimentel) assumir, vamos negociar oficialmente a implantação da aduana", completa.

Segundo o secretário, a aduana completaria um complexo que teria ainda o aeroporto de cargas e um condomínio logístico para armazenagem de produtos de empresas exportadoras e importadoras não só da cidade, mas de toda a região. "Isso vai ser um divisor de águas para o município. As empresas que exportam e importam usando o porto de Santos ou o porto-seco de Varginha poderão fazer todo o processo em Pouso Alegre", diz.

Já o aeroporto de cargas, homologado pelo governo federal em maio deste ano, segundo Santos, terá o edital de licitação publicado entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015. O secretário explica que a concorrência será internacional e que a prefeitura deve contratar uma empresa para elaborar o edital. A previsão é que as obras comecem em março do próximo exercício e demandem investimentos de R$ 1 bilhão.

Conforme já divulgado, o prazo de concessão previsto é de 25 anos, podendo ser prorrogado por mais 25. A cidade já foi contactada por consórcios e empresas interessados, entre eles grupos árabes, norte-americanos e australianos. O processo de autorização final da Secretaria de Aviação Civil (SAC) demandou quase um ano, passando pelo crivo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão subordinado ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica.

De acordo com a prefeitura, o terminal deve ocupar 4 milhões de metros quadrados e ficará localizado às margens da BR-381 (Fernão Dias). A área escolhida fica na Zona de Interesse Aeroportuária, delimitada por lei municipal no fim do ano passado. Pelo projeto, num primeiro momento, o aeroporto será exclusivo para o transporte de cargas.

A pista de pouso terá três quilômetros de extensão e 45 metros de largura, suficientes para receber um Boeing 747. O projeto também prevê pista para manobras, galpão logístico, pátio de estacionamento para descarga de aeronaves e caminhões e área de manutenção mecânica.
XCMG - Sobre a gigante chinesa Xuzhou Construction Machiney Group (XCMG), uma das maiores fabricantes mundiais de máquinas pesadas, que está implantando unidade industrial na cidade, mediante aporte de US$ 500 milhões, Santos diz que, semana passada, o grupo lançou uma máquina para limpeza urbana.

O equipamento, classificado pela XCMG como "autovarredeira", sairá das linhas de montagem com índice de nacionalização de 60%. Trata-se de um caminhão de dois eixos, com varredeira a jato de alta pressão, incorporada entre os eixos. O controle da operação é centralizado dentro da cabine e o mecanismo de acionamento entre motor auxiliar e implemento é feito com ligação direta na embreagem.

O equipamento será produzido em parceria com a Volkswagen do Brasil, com planta em Taubaté (SP). Ainda segundo o secretário, a multinacional contratou apenas 200 trabalhadores dos 2 mil previstos para trabalhar na planta de Pouso Alegre.


Fonte: Leonardo Francia. Diário do Comércio.
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