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Portos-secos: desembaraços registram retração



Os desembaraços por meio dos portos-secos mineiros, impactados pela retração da economia nacional, caíram no acumulado deste ano até abril. No período, foram desembaraçados US$ 2,861 bilhões em mercadorias nas aduanas locais contra US$ 3,184 bilhões nos mesmos meses de 2014, uma queda de 10,1%. Os dados foram divulgados pela Receita Federal do Brasil (RFB).

De acordo com o diretor-executivo do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (SDAMG), Claudiano Soares Filho, o momento atual das aduanas pode ser comparado ao da crise econômica mundial de 2008/09. "Essa queda é reflexo da economia mundial e do desaquecimento no comércio exterior internacional", completou.
Ociosidade - Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, a situação da Mercerdes-Benz, com planta no município, está ajudando a derrubar a movimentação na aduana local, uma vez que a fabricante alemã de veículos era âncora para os desembaraços neste porto-seco.

Mesmo depois de investir R$ 450 milhões para requalificar a unidade para produzir caminhões em uma tentativa de reverter uma ociosidade histórica da planta, a montadora e reduziu drasticamente suas importações.

Os desembaraços de mercadorias através do terminal de Juiz de Fora somaram US$ 67,2 milhões no primeiro quadrimestre deste ano, retração de 76,7% em comparação com o valor das importações feitas em igual intervalo do exercício anterior, que totalizaram US$ 289,7 milhões.

No porto-seco Granbel, controlado pela Usifast, em Betim (RMBH), também foi apurada queda. A zona aduaneira desembaraçou US$ 437,2 milhões de janeiro a abril, com decréscimo de 15,8% em relação ao mesmo intervalo de 2014 (US$ 519,2 milhões).

As importações por meio da aduana de Varginha, no Sul de Minas alcançaram US$ 206,4 milhões em mercadorias ano acumulado até abril de 2015. Na comparação com os desembarques de iguais meses do exercício anterior, que totalizaram US$ 218,9 milhões, houve queda de 5,7%.


Confins - Na contramão das outras aduanas, os desembaraços no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH), cresceram. No primeiro quadrimestre, as importações somaram US$ 1,878 bilhão contra US$ 1,783 bilhão no mesmo intervalo de 2014, alta de 5,3%. O terminal desembaraçou 65,6% do total de todas as aduanas do Estado para os três primeiros meses deste ano.

Ao contrário das importações, as exportações através das aduanas fecharam o primeiro quadrimestre com alta de 60,2%, somando US$ 474,7 milhões ante US$ 296,3 milhões no mesmo intervalo de 2014.

O diretor do SDAMG explicou que, em boa parte, a evolução foi puxada pelo embarque de produtos do agronegócio, especialmente carnes da aduana de Uberaba, e de café, no Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação de Guaxupé, no Sul de Minas. Os crescimentos, neste, caso foram de 528,8% e 93,8%, respectivamente.
O diretor do SDAMG explicou que o desembaraço de mercadorias nas aduanas é puxado pelas "cargas planejadas". Isso significa, segundo ele, produtos ligadas a projetos e investimentos que demandam planejamento.

"Historicamente, são as cargas-projeto que mantém a movimentação nos portos-secos, mas elas também têm uma sazonalidade e, no momento atual, os projetos estão parados no Estado", disse.

A retração dos desembaraços nas aduanas também aumentou a concorrência entre elas próprias, especialmente em terminas da mesma região, como por exemplo os de Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro.

O porto-seco uberlandense desembaraçou US$ 32,4 milhões em mercadorias durante os quatro primeiros meses deste ano, 58,2% de queda frente ao mesmo período de 2014 (US$ 77,7 milhões).

Em contrapartida, a aduana de Uberaba desembaraçou US$ 239,5 milhões nos quatro primeiros meses do ano, bem mais que em Uberlândia, mas também com retração de 19% em relação ao valor desembaraçado em mercadorias no mesmo quadrimestre de 2014 (US$ 295,8 milhões), conforme as informações da Receita Federal.


Fonte: Leonardo Francia - DC
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