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Desembaraços nos portos-secos mineiros apresentam retração



Sob forte influência da retração da economia nacional e do câmbio com dólar caro, os desembaraços por meio dos portos-secos do Estado estão em queda. No acumulado do ano até maio, foram desembaraçados US$ 3,481 bilhões em mercadorias nas aduanas mineiras contra US$ 4,140 bilhões nos mesmos meses de 2014, redução de 15,9%. Os dados foram divulgados pela Receita Federal do Brasil (RFB).

"Acredito que a situação da economia nacional está impactando negativamente nos desembaraços dos portos-secos estaduais. Além disso, o dólar valorizado penaliza os importadores", afirma o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), José Carlos Sant"Anna.

Ele lembrou que o clima de instabilidade de insegurança na economia do País também dificulta a programação dos desembaraços e isso prejudica ainda mais as importações através das aduanas, uma vez que normalmente essas cargas são o carro-chefe da movimentação e estão ligadas a projetos e investimentos que demandam planejamento.

Em alguns casos, conforme já divulgado, a queda de movimentação nas aduanas também aumentou a concorrência entre elas próprias, especialmente em terminais da mesma região, como por exemplo os de Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro. O porto-seco de Uberlândia desembaraçou US$ 39,9 milhões em mercadorias durante os cinco primeiros meses deste ano, 55,2% de queda frente ao mesmo período de 2014 (US$ 89,2 milhões).

Em contrapartida, a aduana de Uberaba desembaraçou US$ 308,1 milhões nos cinco primeiros meses do ano, bem mais que em Uberlândia, mas também com retração de 13% em relação ao valor desembaraçado em mercadorias no mesmo intervalo de 2014 (US$ 354,4 milhões), conforme as informações da Receita Federal.
Mercedes - Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, a situação da Mercerdes-Benz, com planta no município, derrubou a movimentação na aduana local, já que a fabricante alemã de veículos era âncora para os desembaraços naquele porto-seco. Os desembaraços de mercadorias através do terminal somaram US$ 79,5 milhões de janeiro a maio, um recuo de 75,9% em comparação com o valor das importações feitas em igual intervalo do exercício anterior, que totalizaram US$ 331 milhões.

No porto-seco Granbel, controlado pela Usifast, em Betim (RMBH), também foi apurada queda. A zona aduaneira desembaraçou US$ 606,2 milhões de janeiro a maio, com decréscimo de 6,6% em relação ao mesmo intervalo de 2014 (US$ 649,5 milhões).

As importações por meio da aduana de Varginha, no Sul de Minas, alcançaram US$ 247,8 milhões em mercadorias no acumulado até maio de 2015. Na comparação com o mesmo período do exercício anterior, que totalizaram US$ 279,8 milhões, houve retração de 11,4%.

Até os desembaraços no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (RMBH), que vinham crescendo até abril, agora estão negativos. No acumulado até maio, as importações somaram US$ 2,199 bilhões contra US$ 2,436 bilhões no mesmo intervalo de 2014, uma baixa de 9,7%. O terminal desembaraçou 63,2% do total de todas as aduanas do Estado para os cinco primeiros meses deste ano.

Se o dólar caro dificulta as importações, por outro lado ele favorece as exportações. Tanto que os embarques através das aduanas fecharam os cinco primeiros meses do ano com alta de 58,9%, somando US$ 602,7 milhões ante US$ 379,3 milhões no mesmo intervalo de 2014.

Além disso, boa parte da evolução foi puxada pelo embarque de produtos do agronegócio, especialmente carnes da aduana de Uberaba, e de café, no Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação de Guaxupé, no Sul de Minas. Os crescimentos neste caso foram de 660,6% e 105,2%, respectivamente.


Fonte: Leonardo Francia
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