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Porto seco: excesso de estoque



A alta acentuada do dólar nesta semana agravou a situação nos portos secos em Minas Gerais. O volume de produtos importados parados nas aduanas vem aumentando significativamente, de acordo com o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond.

As empresas importadoras no Estado aguardam uma retração da moeda norte-americana para nacionalizar os produtos, de acordo com o presidente. Com este cenário os espaços nas portos aduaneiros estão se esgotando. Nesta semana o dólar ultrapassou a barreira dos R$ 2,50, nível atingido em 2005.

"Alguns produtos importados já passaram do tempo limite para ficarem estocados, sendo necessário entrar com processos para prorrogação do prazo", informou Drumond.

Conforme o presidente do sindicato, o comércio exterior já sente os efeitos da crise internacional, mas os maiores impactos deverão ocorrer no primeiro trimestre de 2009. "Será um período de retração acentuada nas importações e exportações mineiras", afirmou.


Estoques - Segundo Drumond, o volume de matéria-prima estocada nos portos secos deverá atender a demanda dos três primeiros meses do próximo ano. Além disso, ele lembrou que as maiores importadoras do Estado são a indústria automotiva, siderúrgicas e mineradoras. Os dois setores foram fortemente impactados pela queda na demanda pelo aço no mercado internacional.

Entre janeiro e março, somente o necessário deverá ser importado. Em relação às exportações, a queda na demanda nos principais mercados de produtos brasileiros deverão retrair os resultados no período.

O cenário negativo já refletiu em antecipação de férias nas aduanas mineiras. Além disso, as férias coletivas dos funcionários dos portos secos foram ampliadas em cerca de 10 dias.

Para minimizar os efeitos da crise nas aduandas, segundo Drumond, é necessário medidas para ampliar o crédito no país. " preciso financiamentos para aquecer a demanda no mercado interno", disse. Além disso, é necessário linhas para dar fôlego às aduanas.

O Banco Central (BC) já anunciou medidas no valor de R$ 5 bilhões em linhas de crédito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas exportadoras. Apesar disso, na opinião de empresários o montante não é suficiente e não chegaram em tempo hábil.

Conforme dados do Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), no acumulado entre janeiro e outubro deste ano o saldo da balança comercial mineira atingiu US$ 12,4 bilhões. Isso representa um incremento de 25,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.


RAFAEL TOMAZ



Fonte: Diário do Comércio
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