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Pátios dos portos secos estão lotados no Estado





Queda na movimentação das aduanas mineiras nas primeiras semanas de janeiro é de 20%, de acordo com o Sdamg.


Os portos secos de Minas Gerais continuam com os pátios lotados de produtos importados no início deste ano, informou o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond. A queda na movimentação das aduanas nas primeiras semanas de janeiro é de 20%.

Segundo Drumond, apesar dos portos secos estarem cheios, a nacionalização destes produtos voltou a ser feita aos poucos. "A queda na movimentação foi menor que o esperado", disse. As estimativas iniciais apontavam para uma queda de 30% durante o primeiro trimestre de 2009.

A paralisação dos importados nas aduanas do Estado ocorreram em virtude da valorização do dólar frente ao real. A alta da moeda norte-americana se intensificou após o agravamento da crise financeira em setembro de 2008.

O presidente da entidade informou que a entrada de produtos importados por meio dos portos secos continua em queda. Conforme Drumond, os desembaraços que ainda são realizados são de produtos que já estavam paralisados nos portos secos.

De acordo com Drumond, a lentidão dos desembaraços ocorre em virtude de muitas empresas estarem estocadas. "As companhias nacionalizam as matérias-primas de acordo com a necessidade para a produção", disse. Ele ressaltou que muitas indústrias mantiveram o nível de atividade e continuam a realizar os desembaraços no primeiro mês do ano.

Já as exportações em Minas Gerais estão em queda, conforme o presidente do sindicato. A estimativa é de uma queda entre 30% e 40% no volume de embarques por meio das aduanas mineiras. Para se ter uma ideia, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), tem uma média de 100 embarques de produtos ao dia. Ontem, este número não ultrapassou 60.

Crise - As aduanas em Minas Gerais passaram a sentir os reflexos da crise financeira em outubro do ano passado, período em que a movimentação começou a apresentar retração. O cenário reflete a queda em setores importantes para o comércio exterior no Estado, como, a mineração, siderurgia e indústria automotiva.

No último trimestre de 2008, as empresas que atuam nas aduanas optaram por antecipar férias coletivas para os funcionários. Além disso, os períodos foram prolongados por até dez dias.

De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o superávit da balança comercial mineira atingiu o menor patamar nos últimos dois anos em dezembro, com US$ 614,546 milhões. Apesar disso, o saldo no acumulado de 2008 foi de US$ 14 bilhões, sendo o maior registrado na séria histórica iniciada em 1997.


RAFAEL TOMAZ


Fonte: Rafael Tomaz - Diário do Comércio
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