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Aduanas em xeque no Estado



Os portos secos mineiros apresentaram queda em torno de 35% nos
processos de desembaraço de cargas em janeiro, na comparação com
dezembro, de acordo com o presidente do Sindicato dos Despachantes
Aduaneiros do Estado de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond.
A previsão era de retração de até 20%, mas a crise financeira mundial
e o dólar em alta agravaram ainda mais o quadro do setor no Estado.


"Nada mudou. As aduanas mineiras continuam com estoques altos
nos pátios, uma situação que eu nunca havia visto antes no setor.
Os desembaraços estão saindo a conta-gotas", afirmou Drumond,
enfatizando que antes dos reflexos da crise financeira atingirem
o país não havia estoque em zonas secundárias e terciárias de
exportação e importação.


Segundo o presidente da Sdamg, os custos de armazenagem nas
áreas de alfândega superam em larga escala os de depósitos
comuns. No entanto, com o dólar em alta e a baixa demanda dos
diversos setores da economia, somente os produtos prioritários
estão saindo dos portos.


As encomendas do setor de tecnologia, que no Estado está
concentrado no polo de Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas),
estariam armazenadas no porto seco de Betim (RMBH). Um remessa
que seria usada em um mês, em períodos com demanda aquecida, agora
levaria cerca de três meses para ser desembaraçada.


As perspectivas apontam para aduanas com pátios lotados de
mercadorias pelo menos até abril, conforme informações da Sdamg
e de administradores dos portos secos. A situação de baixa rotatividade
que vinha se agravando com a crise financeira internacional e com
a alta do dólar desde o final do ano passado poderá durar mais tempo
do que o previsto, podendo se estender por até oito meses.


Segundo informações da Multiterminais, que opera o porto seco
de Juiz de Fora (Zona da Mata), o setor só deverá começar a apresentar
melhorias no quadro daqui a quatro meses, podendo levar até mesmo
oito meses, dependendo da situação econômica do país.


As empresas já estariam se preparando para um período com um
fluxo comercial bem abaixo do normal. As mercadorias importadas
que estão paradas nos pátios aguardando o momento "adequado"
para retirada, ou o dólar desvalorizado em relação ao real,
prejudicam a rotatividade da aduana, primordial para geração de
receita.


No Porto Seco Sul de Minas, em Varginha, no mês passado houve
um aumento do volume de produtos parados no terminal e uma "acentuada"
queda das exportações.



Fonte: Marx Fernandes
Animatto Webcom