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Portos Secos estão vazios



As importações e exportações nos portos secos mineiros apresentaram queda de aproximadamente 40% no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, segundo informações do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Minas Gerais (Sdamg). De acordo com o presidente da entidade, Frederico Pace Drumond, a situação nos primeiros dias de março não está diferente, sem sinais de retomada das atividades.


A retração pode ser atribuída aos resultados da balança comercial de Minas Gerais, que continuou sentindo em fevereiro os reflexos negativos da crise financeira mundial. As exportações do Estado caíram 6,3% no mês passado, na comparação com janeiro, passando de US$ 1,42 bilhão para US$ 1,33 bilhão no período.


Nas importações, Minas Gerais apresentou queda de 22,6% no mês passado, ante janeiro. O montante passou de US$ 564 milhões para US$ 436 milhões. As retrações nos resultados dos embarques e desembarques do Estado em fevereiro deste ano trouxeram redução de 17% na corrente comercial mineira em relação ao mesmo mês de 2008.


Para Drumond, é difícil prever o que vai acontecer no restante do mês. "As aduanas estão mais aliviadas, com a retirada das cargas acumuladas nos pátios, mas não está havendo a movimentação que esperávamos para março", afirmou.


Demissões - A área de armazenamento do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), estaria vazia, mostrando a retração no movimento, de acordo com ele.


Segundo Drumond, o receio em importar produtos devido à crise financeira mundial e à situação cambial está gerando queda no nível de atividade economica, com escassez de alguns produtos, sobretudo no setor de eletroeletrônicos. "Março em seus primeiros dias está com quadro pior do que janeiro e fevereiro e isso está acarretando mais demissões, sobretudo nos postos que foram criados no período de grande atividade, antes da crise", explicou Drumond. De acordo com ele, a situação da empregabilidade nos portos secos só não é pior por ser uma área extremamente técnica e de difícil composição de quadros.


O presidente da Sdamg admite que o mercado interno não mostrou sinais de fraqueza e que isso manteve um certo "aquecimento" na atividade aduaneira. Porém, cerca de 80% das importações atendem o mercado interno e a onda de pessimismo pode prejudicar a oferta de produtos.


 MAX FERNANDES



Fonte: Diário do Comércio
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