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Minas vence batalha do aeroporto da Pampulha



Além de colecionar apoios à sua pré-candidatura na disputa que trava com o governador paulista José Serra, e de viabilizar no PSDB realização de eleições prévias para definir o candidato da legenda que vai disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva com a ministra Dilma Rousseff, o governador Aécio Neves (PSDB) anunciou ontem mais uma vitória, dessa vez administrativa: o governo federal decidiu manter no aeroporto da Pampulha apenas voos regionais.


A medida representa a desistência federal de adotar proposta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para restabelecer pousos e decolagens de aeronaves de grande porte (acima de 90 assentos) na área urbana de Belo Horizonte. O anúncio foi feito por Aécio durante visita ao 2º Salão Mineiro de Turismo, no Minascentro, diante de grande público do segmento turístico que compareceu à posse da nova diretoria do Conselho Estadual de Turismo. O conselho é integrado por 28 representantes da sociedade civil e 15 de instituições públicas do estado. “Houve a compreensão do Ministério da Defesa e da Anac de manter a Pampulha apenas para voos regionais”, comemorou o governador, provocando aplausos da plateia e um outro anúncio oficial: “Vamos investir R$ 330 milhões nos aeroportos regionais (do interior), para garantir a acessibilidade e melhoria na infraestrutura aeroportuária do estado”. As melhorias nos aeroportos das maiores cidades mineiras integram o planejamento estratégico da infraestrutura aeroportuária mineira, que ficaria comprometido no caso do retorno dos voos para a Pampulha e uma nova escalada de desbalanceamento do tráfego aéreo com o terminal de Confins.


No último domingo, com o título de “Pampulha em rota de colisão federal”, o Estado de Minas denunciou a tentativa do governo federal de reabrir a Pampulha às linhas áreas nacionais, o que implicaria o restabelecimento de voos por aviões como Boeing 737 e Airbus 320, de 170 e 180 lugares, respectivamente. Além de excessivamente barulhentos e representar riscos à segurança de 300 mil habitantes, esses aviões estão acima da capacidade física da infra-estrutura do terminal urbano. A reportagem mostrou, no entanto, que a própria Anac, em correspondência enviada ao governador no ano passado, reconhece as graves restrições ao uso de aviões de grande porte no local. O mais temerário da manobra federal, de acordo com a documentação que o governo mineiro encaminhou ao federal em meados de março e da qual reportagem obteve cópias, é que o projeto da Anac punha em xeque o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI).


INVESTIMENTOS


O PDMI é o programa de governo que desde 2005 já garantiu investimentos de cerca de R$ 1,4 bilhão no Vetor Norte da Região Metropolitana de BH , dos quais R$ 950 milhões na Cidade Administrativa e mais de R$ 400 milhões na Linha Verde, que liga o Centro de BH ao aeroporto de Confins. Há três anos, os voos de grandes jatos realizados na Pampulha foram transferidos para o aeroporto internacional, trazendo melhorias ambientais para a região urbana e transformando Minas em porta para Américas do Norte, do Sul e Europa. De acordo com a documentação oficial que Aécio enviou ao ministro Nelson Jobim, o plano de desenvolvimento estadual pretende incluir cidades como Pirapora, Paracatu, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Nanuque à malha aeroviária de Minas, além de já ter assegurado o restabelecimento de vôos regulares para São João D’El Rey, Diamantina e Patos, após consolidar a ligação aérea para Uberaba, Uberlândia, Montes Claros, Ipatinga, Governador Valadares e Juiz de Fora.


O governador informou também que planeja alçar o estado à liderança do circuito turístico nacional, que hoje pertence ao Rio de Janeiro. “Queremos ser o primeiro (do circuito turístico)”, conclamou, lembrando que o estado tem 60% do patrimônio histórico brasileiro e grande potencial no turismo hidromineral, gastronômico, ecológico e religioso. Consultada pela reportagem, a Anac não se manifestou sobre o assunto.



Fonte: Estado de Minas
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