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Comércio exterior em MG tem retomada



 


Depois de um período de estagnação de mais de três meses, o ritmo de exportações e importações volta a ganhar regularidade, apesar de ainda registrar volumes inferiores aos alcançados no ano passado. A redução dos estoques e a retomada de alguns setores da indústria, como o automotivo, trazem de volta a movimentação semanal aos portos secos do Estado.


A informação é do presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond. Segundo ele, os estoques que estavam encalhados nos pátios dos portos secos mineiros até o início de março praticamente acabaram e as importações recomeçaram, mesmo que abaixo dos patamares apurados antes da crise.


De acordo com o dirigente, a retomada começou a partir da segunda quinzena de março, quando os pedidos regulares voltaram a ser feitos. "O volume de embarques e desembarques ainda é menor do que em 2008, mas o número de processos é o mesmo, com pedidos semanais", revelou.


A presidente do Conselho de Relações Econômicas Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Martha Teixeira Lassance, informou que os números da balança comercial mineira estão bem abaixo dos de 2008 e o desempenho está ainda mais concentrado nas exportações de minério de ferro, um dos poucos produtos da pauta que vem apresentando resultado positivo.


No primeiro bimestre deste ano, em comparação com o mesmo intervalo de 2008, os embarques de minério de Minas subiram de US$ 816 milhões para US$ 1,055 bilhão, alta de 29,4%. Na mesma base comparativa, o volume embarcado passou de 20,418 milhões de toneladas de minério para 26,646 milhões de toneladas, ampliação de 30,5%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


Fretes - Marta Lassance acredita que a evolução dos embarques do insumo siderúrgico, principalmente para a China, pode estar sendo motivado pela redução dos fretes. "As siderúrgicas chinesas podem estar se aproveitando do barateamento do transporte para compor estoques que atendam a uma demanda futura", avaliou.


Segundo ela, a redução dos embarques de maior valor agregado é ruim para a pauta mineira, com redução do volume embarcado para os Estados Unidos, Argentina e União Europeia.


"Somente o setor de mineração mantém resultados positivos. Os demais, que incluem metalurgia, eletroeletrônicos, por exemplo, estão reduzindo importações e exportações", revelou.


A especialista acredita que o maior problema continua sendo o de demanda. "O aumento na oferta de crédito para financiar as exportações, faz com que o Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) não seja um fator impeditivo para os exportadores. O que falta é mercado consumidor, minado pela crise", avaliou.





Fonte: Diário do Comércio
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