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Portos secos: movimento cresce 10%




A movimentação de cargas nos portos secos instalados em Minas Gerais deverá crescer 10% em abril, na comparação com março. As estimativas são do presidente da Associação das Empresas Comissárias de Despacho e Agentes de Carga de Minas Gerais (Codaca-MG), Roger Rohlfs. O cenário positivo é atribuído à retomada das atividades de alguns importantes segmentos industriais do Estado, como o siderúrgico e o automotivo.

De acordo com o presidente da entidade, o ritmo de circulação de mercadorias nos terminais aduaneiros vem sendo retomado pouco a pouco ao longo dos primeiros meses do ano. "Em março, já foi verificado uma melhora, mas em abril o aumento é significativo", disse. Para ele, as importações e exportações deverão apresentar aumento gradativo durante este ano.

Apesar disso, conforme Rohlfs, neste mês, na comparação com abril do ano passado, o desempenho do comércio exterior será entre 15% e 20% inferior. Porém, ele lembrou que logo após a eclosão da crise financeira internacional, em setembro de 2008, a queda chegou a cerca de 35%. "Isso demonstra uma recuperação do segmento", afirmou.

O reaquecimento do comércio exterior em Minas, segundo Rohlfs, está relacionado ao aumento da produção de alguns setores, como a siderurgia. Algumas usinas no Estado reduziram a produção em virtude da queda acentuada na demanda. Mas desde março algumas empresas estão retomando as atividades e encerrando a onda de demissões em massa que ocorreu no primeiro bimestre.

Outro fator que colaborou para a melhora na movimentação dos portos secos é a retomada do setor automotivo. Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, as indústrias aumentaram a produção para atender a demanda crescente. A queda nos preços dos carros resultou em vendas recordes em março.

Pátios cheios - Após o agravamento da crise financeira, os pátios das aduanas em Minas Gerais ficaram lotados, reflexo da valorização do dólar frente ao real. Com a moeda norte-americana em alta, os importadores optaram por manter os produtos nos terminais para evitar os prejuízos.

De acordo com o presidente da Codaca-MG, o fluxo desses produtos é maior em abril. Apesar disso, segundo ele, o cenário pode estar ligado, além da melhora na economia, ao prazo em que as cargas podem ficar nos portos secos, que é de 90 dias.

As importações movimentaram US$ 1,094 bilhão no primeiro trimestre, ante US$ 1,024 bilhões na comparação com o mesmo intervalo de 2008. Isto representa um crescimento da ordem de 6,7%, de acordo com os dados da Receita Federal do Brasil. Apesar disso, o volume de declarações de importação caiu de 15,470 mil para 12,369 mil, queda de 20%.

Em Minas Gerais estão instalados cinco portos secos, que são responsáveis por cerca de 90% dos desembarques feitos no Estado. São eles: Juiz de Fora (Zona da Mata), Varginha (Sul de Minas), Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH), Uberaba e Uberlândia, ambas no Triângulo Mineiro. Além disso, há movimentação no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na RMBH.




Fonte: Diário do Comércio
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