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Importações nos portos secos de MG têm aumento de 3%



No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as importações por meio dos portos secos mineiros aumentaram 3% ante igual intervalo de 2008. O volume passou de US$ 1,772 bilhão para US$ 1,826 bilhão no período. As exportações subiram 12% na mesma base de comparação, de US$ 172,189 milhões para US$ 192,734 milhões.

As exportações e importações desembaraçadas nos portos secos de Minas Gerais também voltaram a apresentar aumento em maio. Na comparação com o mês anterior, o volume de desembarques nas aduanas mineiras subiu 7%, de US$ 353,449 milhões em abril para 378,852 milhões no mês passado. Os embarques cresceram 35%, de US$ 27,399 milhões para US$ 37,105 milhões, na mesma base de comparação.

O resultado geral não pode ser atribuído a todos os portos secos. Na aduana do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), as importações subiram 4% em maio contra abril e 7% nos cinco primeiros meses do ano ante igual intervalo de 2008.

Enquanto isso, o Porto Seco Sul de Minas, instalado em Varginha e administrado pela Armazéns Gerais Agrícola, registrou queda de 27% no acumulado do exercício até maio.

As importações dos setores de autopeças e eletroeletrônicos estão em ascensão nos portos secos instalados no Estado, conforme informações das próprias aduanas e da Associação Nacional dos Portos Secos (ANPS).

As perspectivas em relação às importações do segundo semestre são boas, principalmente em função da queda na cotação do dólar frente ao real, já que, historicamente, é um período de abastecimento para a indústria e o comércio.


Morosidade - Na contramão dos resultados, a morosidade envolvendo os processos de pedidos de Licença de Importação (LI) para alguns tipos de produtos, como brinquedos e vestuário, causada pela burocracia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), tem refletido em vendas menores para empresas importadoras de Minas Gerais.

A situação impacta diretamente as aduanas, conforme a Associação das Empresas Comissárias de Despacho e Agentes de Carga de Minas Gerais (Codaca).

Outro ponto que preocupa o desempenho do setor é que os importadores foram pegos de surpresa no mês passado, com mudanças administrativas no tratamento das operações de importação. Alguns produtos deixaram de ter a necessidade da LI, enquanto outros passaram a depender do documento. Uma multa retroativa é cobrada, no valor de R$ 2,5 mil, para cada LI não obtida de produtos, mesmo os que já haviam sido encomendados antes das alterações.

Para obter a LI, os pedidos eram feitos pelas empresas importadoras mineiras em Belo Horizonte até o primeiro semestre de 2008, através de um serviço terceirizado prestado pelo Banco do Brasil (BB).

No final do primeiro semestre de 2008, o BB passou a atender os pedidos das empresas mineiras do setor em São Paulo, alegando questões de alterações estruturais e redução de custos. Procedimentos, desde certificados de origem até LIs, precisavam ser feitos no Estado vizinho. Os processos demoravam mais, mesmo feitos on-line.

O BB alterou novamente o local para receber e processar os pedidos de LI no final do mês passado, desta vez para Blumenau (SC), alegando que São Paulo não estava conseguindo atender a demanda das importações, que voltaram a subir após um período de cerca de seis meses em baixa, devido à crise financeira mundial.

O Mdic informou por meio de sua assessoria de imprensa que há um convênio com o BB onde vários serviços para o setor de comércio exterior são prestados, entre eles a liberação de LIs para alguns produtos que demandam o documento.


Fonte: Marx Fernandes - Diário do Comércio
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